Capes e CNPq criam nova bolsa: “Jovens Talentos para a Ciência”

Preliminarmente, como projeto piloto, a ser iniciado ainda em 2012, 6 mil bolsas de estudo serão oferecidas pela Capes e pelo CNPq aos estudantes que ingressaram este ano nas Universidades Federais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Nos próximos anos, esta modalidade de bolsa será estendida para os alunos ingressantes em Universidades Estaduais e também não públicas.

Estas bolsas terão por objetivo identificar precocemente nossos melhores Jovens Talentos entre os ingressantes universitários, para estimulá-los ao interesse e dedicação plena ao aprendizado acadêmico e a prática em Ciência e Tecnologia.

Os alunos serão selecionados internamente em cada universidade, mediante prova de conhecimentos, para receberem estas bolsas já à partir do segundo semestre de 2012. Adicionalmente, os resultados obtidos poderão também ser utilizados como critérios de prioridade nos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica e no Programa Ciência sem Fronteiras.

(Ascom do CNPq e Capes) in www.jornaldaciencia.org.br


“Seja você, seja só você…”

Olá pessoas queridas,

Eu acabo de ver um filme que muito me inspirou e é por isso que eu estou escrevendo esse post.

O filme se chama Le prix de la différence (o preço da diferença – em tradução livre). Um filme voltado para adolescentes meio estilo água com açúcar, é verdade, mas que trata de uma questão muito importante e pertinente: o preço que pagamos por apenas querermos ser nós mesmos.

Fazer parte da sociedade, ser a pessoa perfeita para o outro, se enquadrar nos padrões de beleza vigentes – padrões esses que na maioria das vezes não passam de farsa do Photoshop! Todos esses apelos geralmente acabam nos afastando de que nós  realmente somos.

Porque para estar na moda eu tenho que ter o cabelo liso? Porque eu preciso dizer que acho uma coisa bonita se aos meus olhos ela é medonha? Porque sempre temos que estar fingindo algo que não somos? Essas questões são tão importantes, mais a maioria das pessoas, seja em qual for a idade, tem medo de se fazer esse gênero de pergunta.

Não sei quem disse que é muito mais fácil assumir os padrões, calar sua voz interior e ser quem ou como os outros desejam que você seja. Pra mim é justamente o contrário!

Quando negamos quem somos passamos a um conflito existencial muito forte, porém interno, e muitas vezes invisível aos olhos de quem está de fora. Invisível porque quem é o que não é não quer mostrar aos outros o que realmente é, nem o que realmente sente… Quem diz que é mais fácil cravar essa batalha diária para ser o que não é, no lugar de assumir os ônus de ser simplesmente quem se é, nunca experimentos ser sua essência.

Quando eu falo de ser quem se é, eu falo de assumir seus cabelos cacheados, assumir que é louca por doces ou que detesta pimentão, é assumir que não gosta de pessoas que falam dos outros, assumir seja lá qual for sua preferência. Afinal, o que o mundo tem a ver com isso?

Daí ainda vai ter aquele que lendo isso vai me perguntar: ah, e se a pessoa for alguém que gosta de fazer mal a animais, por exemplo, o que você acha de dela assumir isso? Eu digo: você pode assumir o que quiser e isso não precisa ferir a integridade de outros seres. Se assumir não é, nem de longe, uma justificativa para falta de respeito. Ao contrário, é antes uma justificativa de respeito para consigo e para com os demais.

Se assumir também incorre em assumir riscos: riscos de quem diz gostar de você deixar de gostar, riscos de decepcionar os outros por você não ser o que eles esperavam. Porém esses riscos se mostram tão pequenos no momento em que a gente se assume. Nesse momento a gente passa a ficar super de bem consigo. Essa sensação de bem-estar é algo tão claro e tão bom, que todos deveriam experimentar. É algo que contagia nosso entorno. Sendo você mesmo, passada a tempestade que leva quem gostava de você por aquilo que você aparentava ser, você passa a cultivar apenas pessoas que gostam de você simplesmente pelo que você é, e isso não tem preço!

Nesse pensamento tem  uma música dos Paralamas do Sucesso que eu adoro e que se chama “Seja você”, de onde eu tirei o título desse post.

A música diz o seguinte:

“Vai sempre ter alguém
Com mais dinheiro, mais respeito
Mais ou menos tudo o que se pode ter
Vai sempre sobrar, faltar
Alguma coisa, somos imperfeitos
E o que falta cega p’ro que já se tem

Eu não te completo
Você não me basta
Mas é lindo o gesto de se oferecer
O que eu quero nem sempre eu preciso
Mas dê um sorriso quando me entender

Seja você
Seja só você…”

Eu convido vocês a fazerem esse exercício de ser você mesmo.

No começo será um pouco, talvez até muito difícil, mas pode ter certeza que no fim é muito gratificante!

Beijos a todos e um ótimo fim de semana. ;)


Estudar fora nunca pareceu tão fácil como agora

Com o crescimento econômico do Brasil se tornou muito interessante estudar no exterior, que seja por parte do estudante, ou por parte da instituição de ensino estrangeira.

Ter um brasileiro em seu curso, principalmente na área de economia, administração e relações internacionais é um plus competitivo para as instituições de ensino estrangeiras, que, como diz na matéria abaixo, abrem escritórios e investem cada vez mais no público brasileiro.

O momento de se lançar no exterior é agora! Porém, observem que com a economia mundial em crise e com o grande desenvolvimento de nossa economia a busca por emprego talvés não esteja no exterior, mas sim dentro do nosso próprio país…

Abaixo veja a matéria do Estadão de SP sobre o interesse dos brasileiros pelos EUA.

Interesse de brasileiros pelos EUA cresce em 2011

Candidaturas aumentam 14% e colocam o Brasil atrás apenas da China e do México em ranking

As candidaturas de estudantes brasileiros que pretendem fazer pós-graduação em universidades dos Estados Unidos dispararam em 2011, de acordo com levantamento do Council of Graduate School publicado na semana passada. Com um crescimento de 14% nas inscrições, o Brasil está atrás apenas da China (18%) e do México (17%) no ranking da entidade.

Na média, houve um aumento de 9% no total de estudantes se candidatando para fazer mestrado ou doutorado nos Estados Unidos. Este é o sétimo ano seguido de elevação global, depois de uma queda acentuada nos anos de 2003 a 2005. “O Brasil e o México se transformaram em alguns dos principais países no envio de estudantes para as universidades americanas”, segundo Nathan Bell, responsável pela pesquisa. “Por isso, decidimos acompanhá-los de perto.”

O Council of Graduate Schools não sabe dizer se a elevação nas candidaturas de brasileiros se deveu à valorização do real em relação ao dólar ou ao crescimento econômico do País.

De olho nesse mercado, algumas universidades americanas, como a Columbia, de Nova York, abriram escritórios no Brasil e tentarão cada vez mais atrair estudantes. Em cursos como Relações Internacionais e MBAs, a presença de brasileiros na classe é considerada fundamental devido ao fortalecimento do País no cenário internacional.

Quando aceitos, os estudantes de doutorado costumam receber bolsas das próprias universidades, no caso de instituições como Yale e Princeton. O custo da anuidade ultrapassa os US$ 40 mil em MBAs como o de Chicago ou Stanford.

Exatas. Segundo o levantamento, a maior parte dos estudantes estrangeiros ainda prefere as ciências exatas, biológicas e os MBAs quando se candidatam para estudar nos EUA. Apenas um quarto deles tem interesse nas ciências humanas, diz o estudo do Council of Graduate Schools.

Atualmente, há 8.777 brasileiros estudando nos Estados Unidos, tanto na graduação como na pós-graduação, segundo informações do relatório do Instituto Internacional de Educação.

Graduação. Há dez anos, o Brasil tinha mais estudantes em instituições de ensino americanas do que hoje. Caso, porém, a maior parte dos que se candidataram no ano passado seja aceita, o País quebrará um recorde.

Os brasileiros estão na 14.ª colocação no envio de estudantes ao país. O total é 15 vezes menor do que o da China. Mesmo a Índia tem 12 vezes mais estudantes nas universidades americanas do que o Brasil.

A maior parte dos estudantes brasileiros faz graduação nos Estados Unidos (46%). “Parecia impossível passar, mas esse é o meu sonho”, afirma Tábata Amaral de Pontes, de 18 anos, aluna que estudou parte da vida na rede pública de ensino e passou em seis instituições americanas: Harvard, Caltech, Columbia, Princeton, Yale e Pennsylvania.

Ela não esconde a preferência por Harvard, mas afirma que ainda deverá conhecer as outras universidades para escolher onde passará seus próximos anos de estudo.

Fonte: Estado de São Paulo – 09/04/2012

Homem ou mulher?

Olá pessoas queridas,

Ultimamente eu tenho sido bem “bombardeada” por um assunto que eu acho super interessante e pertinente: a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Não pensem vocês que essa disparidade acontece apenas no Brasil, aqui na Europa esse é um assunto que está sendo fortemente discutido. Na França as mulheres recebem um salário cerca de 25% mais baixo que os homens que ocupam o mesmo cargo. Já os cargos de direção e grandes responsabilidades 80% deles são ocupados por homens. E o que me fez ficar mais chocada e que despertou meu interesse inicial sobre o assunto é que em francês não existe o feminino de profissões como médico e escritor, e que o feminino de professor surgiu há apenas 4 anos!

Estava agora vendo um jornal Alemão que tratava sobre esse assunto e a questão que a entrevistada levantou como razão do menos número de mulheres em cargos de chefia foi: “muitas mulheres tem dificuldade de assumir cargos de chefia porque não conseguem conciliar com a criação dos filhos”. Ante essa afirmação eu pude perceber como nossa criação e como o mundo é machista!

Quem foi que disse que o filho é responsabilidade única da mulher? Porque sempre é a mulher que tem que levar os filhos na escola, educá-los fazer tudo em prol da família? Por que essa tarefa é delegada apenas à mulher?

Aqui na França percebo que as mulheres conseguiram uma grande liberdade no âmbito das relações afetivas, digamos assim. Elas dividem com os homens as tarefas domésticas, de cozinhar a limpar a casa, porém ela ainda não conseguiu alcançar o respeito no âmbito do mercado de trabalho, e isso se mostra pelo exemplo dos salários mais baixos para mulheres que para homens do mesmo cargo, como falei acima. Continuo me questionando, será que um dia vamos conseguir essa igualdade?

As mulheres são sempre vistas com desconfiança no mercado de trabalho por causa do “problema” da maternidade. Como se ficar grávida fosse uma doença grave que precisa de 4 meses de reabilitação e da qual você nunca mais ficará 100% curada…

Aqui na Europa está se falando de cotas para mulheres para cargos de chefia nas grandes empresas. Mas é como a mulher da TV alemã falou: não queremos ser uma mulher cotista, mas queremos ocupar um cargo pelo reconhecimento de nossas capacidades e competências!

Acho que estão atacando o problema pelo ângulo errado! Antes de pensarmos em cotas pra mulheres e tudo isso acho que devemos nos perguntar: Porque que para sermos um profissional de alto nível temos que ser uma pessoa sem vida pessoal, sem horários dignos e férias? Porque a cada dia que passa estamos denegrindo ainda mais os profissionais, pedindo que eles se desumanizem e vivam apenas para o trabalho? Porque antes de pensarmos que uma mulher não deve ter um cargo de chefia porque ela não conseguirá conciliar vida profissional e pessoal, nos não perguntamos porque qualquer pessoa, seja qual for o sexo, precisa abdicar de sua vida pessoal para poder ter evoluir em sua carreira?

O governo Brasileiro está investindo pesado na formação de pessoas que querem trabalhar com ciência e tecnologia. O governo oferece vários programas de financiamento nessas áreas, inclusive as 40mil bolsas do programa Ciência sem Fronteira. Agora eu me pergunto: onde está o humano? As áreas de ciências humanas são completamente renegadas e colocadas de lado. A sensação que tenho é que estamos caminhando para desumanização do ser humano. Queremos tirar a essência do ser, e pra mim isso é bem claro quando vemos essa questão da carreira do homem e da mulher.

Acredito que antes mesmo de discutir a igualdade de gênero, precisamos parar e repensar nossa sociedade e nossos valores…


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